Simplesmente Potente: Qual é o significado do sacrifício de Jesus?

Jesus veio para dar a si próprio, como um sacrifício por todos os povos.  Esta mensagem foi anunciada no princípio da história humana, brasonada com uma assinatura divina nos sacrifícios de Abraão e da Páscoa, com mais detalhes profetizados em várias profecias no Velho Testamento.    Porque a sua morte é tão importante e merece tal enfâse?  Esta é uma pergunta que vale a pena considerar.  A Bíblia declara algo semelhante a uma lei ao dizer:

Porque o salário do pecado é a morte… (Romanos 6:23)

“A morte” quer dizer, literalmente, “separação”.  Quando a alma se separa do corpo morremos fisicamente.  De forma semelhante, estamos separados de Deus espiritualmente.   Isto é verdade porque Deus é santo (sem pecado), e como estamos corrompidos do nosso estado original, pecamos.

separados de Deus
Estamos separados de Deus por causa dos nossos pecados. A nossa separação é como um abismo entre dois penhascos.

Isto pode ser visualizado por meio desta ilustração – estamos em cima de um penhasco e Deus está no penhasco oposto.  Estamos separados de Deus por este abismo sem fundo.  Como um ramo cortado de uma árvore morre, também estamos “cortados” de Deus e, espiritualmente, estamos mortos.

Esta separação causa vergonha e receio.  Por isso, naturalmente tentamos construir pontes para sair do nosso lado (da morte) e chegar ao lado onde está Deus.  Tentamos isto de muitas maneiras diferentes: indo à igreja, templo, ou mesquita; sendo religioso, sendo bons, meditando, tentando ser mais atenciosos, orando mais, etc.  Esta lista de atos para ganhar méritos é muito comprida para alguns de nós – e cumpri-la é complicado!  Isto está ilustrado na figura seguinte. 

not by religious merit
Bons esforços, apesar de úteis, não podem criar uma ponte entre nós e Deus.

O problema é que os nossos esforços, méritos, sacrifícios, práticas ascéticas etc., embora não sejam coisas más, são insuficientes porque o pagamento necessário pelos nossos pecados é a morte.  Os nossos esforços são como uma ponte que tenta atravessar o abismo entre nós e Deus, mas no fim não é capaz de alcançar a Deus.  As nossas boas ações não resolvem o nosso problema.  É como tentar curar um cancro fazendo uma dieta vegetariana.  Dietas vegetarianas não são más, mas não curam um cancro.  É preciso um tratamento totalmente diferente.

Até agora esta Lei tem sido muito negativa.  É tão negativa que às vezes não a queremos ouvir e frequentemente enchemos a nossa vida de atividades e bens na esperança de nos afastarmos desta Lei.  Como a cura para o cancro passa a ser muito importante logo que ouvimos o diagnóstico que temos cancro, também a Bíblia dá enfâse a esta Lei sobre o pecado e a morte para ficarmos interessados numa cura simples mas ainda assim potente.

 Porque o salário do pecado é a morte, mas… (Romanos 6:23)

A palavrinha “mas” mostra que a direção desta mensagem vai mudar e tornar-se a Boa Nova do Evangelho – a cura.

 Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor. (Romanos 6:23)

A boa nova do Evangelho é que o sacrifício da morte de Jesus é suficiente para atravessar a separação entre nós e Deus.  Sabemos isto porque três dias depois de morrer, Jesus ressuscitou corporalmente do túmulo, tornando-se vivo por meio da ressurreição física.  Ainda que algumas pessoas escolham a não acreditar na ressurreição de Jesus, a maior parte ainda não se informou da forte evidência da ressurreição de Jesus.  O sacrifício de Jesus foi demonstrado profeticamente pelo sacrifício de Abraão e a inauguração do sacrifício da Páscoa.

Jesus era um humano que viveu uma vida sem pecado.  Por isso, Jesus pode alcançar os dois lados do abismo – o lado de Deus e o lado dos humanos – cobrindo o abismo que separa as pessoas de Deus.   Ele é a Ponte para a Vida, e isto pode ilustrar-se como mostra a figura seguinte.

jesus is bridge
Jesus é a ponte que preenche o abismo entre nós e Deus.

Note como nos é oferecido o sacrifício de Jesus.  É nos oferecido como um “dom gratuito”.  Pense em presentes.  Não importa o que seja, um presente verdadeiro é gratuito; não é algo que se possa merecer ou ganhar.  Se tivermos ganhado um presente, já não é um presente verdadeiro.  No mesmo sentido não se pode merecer ou ganhar o sacrifício de Jesus; é oferecido como um dom grátis.  É simples!

Ora, o que é o “dom”?  É “a vida eterna”. Isto significa que o pecado que nos leva à morte, agora está cancelado.  O sacrifício de Jesus é uma ponte que podemos atravessar para chegar a Deus e receber vida – vida que dura para sempre.  Este dom é dado por Jesus que, por ressuscitar dos mortos, mostra-se ser o “Senhor”.  É poderoso desta forma!

Então, como é que nós “atravessamos” esta Ponta da Vida que nos é oferecida?  Mais uma vez, pense em presentes.  Se alguém vier lhe dar um presente, não é merecido. Mas para desfrutar o presente tem que, pelo menos, recebê-lo. Quando um presente é oferecido existem duas alternativas.  O presente é rejeitado (“Não obrigado”) ou recebido(“Obrigado pelo presente! Deixa-me ver o que é!”).  Da mesma forma, este presente que nos é oferecido por Jesus tem que ser recebido – é só isso.  Não pode ser só consentido mentalmente, estudado, ou compreendido.  Isto está ilustrado na figura seguinte; atravessamos a cruz quando nos viramos a Deus e recebemos o presente que Ele nos oferece.

receive gift of jesus
O sacrifício de Jesus é um dom que cada um de nós
tem que escolher receber.

Então, como é que recebemos este dom?  A Bíblia diz que,

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. (Romanos 10:13)

Note que esta promessa é para todos.  Desde que Jesus ressuscitou dos mortos, Jesus está vivo e ainda é o “Senhor”.  Por isso, se chamarmos a Jesus ele irá ouvir e estender-nos o dom da vida eterna.  Tem que chamar a Jesus e pedir-lhe por meio duma conversa com ele.  Talvez nunca tenha feito isto antes.  Aqui tem um guia para o ajudar a conversar e orar a Jesus.  Não é um feitiço mágico.  Não são as palavras que dão poder.  É a nossa confiança (como tinha Abraão) em Jesus que ele tem a vontade e o poder de nos dar este dom.  Quando confiarmos em Jesus, ele vai ouvir e responder-nos.  O Evangelho é potente e ainda assim é tão simples.  Não hesite a seguir este guia enquanto fala em voz alta ou silenciosamente no seu espírito, com Jesus para receber este dom.

Senhor Jesus.  Eu entendo que estou separado de Deus por causa dos meus pecados.  Por mais que eu tente, não há esforço ou sacrifício da minha parte que possa transpor esta separação. Eu entendo que a Tua morte foi um sacrifício para purificar todos os pecados – até os meus.  Acredito que Tu ressuscitaste depois do Teu sacrifício para que eu pudesse saber que Teu sacrifício é suficiente.  Peço-Te que me limpes e me leves a Deus para que eu possa ter a vida eterna.  Não quero viver uma vida escravizada pelo pecado; por favor, liberta-me dos meus pecados.  Obrigado Senhor Jesus por fazer tudo isto por mim.  Que continues a conduzir-me ao longo da minha vida para que eu possa seguir-Te como o meu Senhor.  Amém.

3 pensamentos em “Simplesmente Potente: Qual é o significado do sacrifício de Jesus?”

  1. SEM O SENHOR JESUS CRISTO NÃO EXISTE VIDA, SALVAÇÃO. SOMENTE O SENHOR JESUS CRISTO SALVA, SEM ELE O HOMEM É POBRE, NU MISERAVEL. SOMENTE NELE ENCONTRAREMOS VIDA, SO ELE TEM A PAZ, SOMENTE NELE ENCONTRAREMOS O DESCANSO PARA AS NOSSAS ALMAS ELE É TUDO SEM ELE NÃO EXISTE VIDA. SENHOR JESUS CRISTO SALVADOR DO MUNDO. PASTOR AMADO DE TODO AQUELE QUE NELE CRER.SEU SANTO NOME SEJA ETERNAMENTE LOUVADO.

  2. A Missão de Jesus, segundo as Escrituras.

    “Tendo Jesus falado essas coisas, levantou os olhos ao Céu e clamou: Pai, é chegada a hora. Glorifica a teu Filho para que o Filho glorifique a ti…”. João, 17.1.

    “…Que destruiu a morte e suscitou a vida e a imortalidade pelo Evangelho do qual foi constituído pregador, apóstolo e mestre entre os gentios”. Santíssimos predicados de Jesus, em II Timóteo, 1.10.

    “Jesus veio ao mundo para destruir as obras de Satanás”.
    A Grande Missão de Jesus, em I João, 3.8.

    “Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o Reino do Filho de seu amor, no qual temos a redenção e a remissão do pecado”. Jesus, o Redentor da Humanidade, em Colossenses, 1.13.

    A religião antiga dos judeus, antes da Vinda de Jesus, era um verdadeiro Ministério da Morte, da Maldição e da Escravidão, como assim a chamou o santo apóstolos Paulo (que também a tinha vivido antes de sua conversão) na Segunda a Coríntios, 3. 7 a 11, pois, na época de Jesus os judeus glorificavam a Deus no templo e, logo depois, eram convocados a esfacelar até à morte uma pobre mulher adúltera ou outro pecador. Pelas leis da tradição judia, vinda de Levítico, usavam a lei do chicote; a lei da dolorosa circuncisão; praticavam a segregação racial, pois chamavam de cães pagãos a todos que não tivessem nascidos israelitas e não permitiam, de jeito nenhum, que um só desses “cães pagãos” adentrasse em seus templos. Pela sua antiga tradição, os judeus viviam uma religião de ordenanças, uma dela os sacrifícios diários de animais nos templos com a aspersão do sangue deles nos presentes e, por essa tradição, os sacerdotes, príncipes e fariseus dos templos colocavam sobre os ombros do povo cargas pesadas difíceis de se carregar:

    “…Atam cargas pesadas e impossíveis de levar, e as põem sobre os ombros dos homens, mas nem com um dedo as querem mover”. Jesus, irado com o farisaísmo, em Mateus, 23.6.

    Pela tradição judia da época, o mandamento do sábado era uma carga pesada, difícil de se carregar, pois nos sábados santos e solenes do Senhor nem o fogo se podia acender na cozinha; não se podia levar um doente para socorro; não se caminhar muitos passos e muitas coisas mais que fazia do sábado um dia lotado de exigências difíceis de se cumprir. O Evangelho de Jesus chama de RELIGIÃO DAS SOMBRAS DA MORTE, o mesmo Jesus que tantas vezes tentaram matar, respaldados pela sua religião das sombras da morte, e acabaram por conseguir quando venceu o tempo do Messias na Terra:

    “O povo, que jazia em trevas, viu a grande Luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a Luz”. O Evangelho, a respeito de Jesus, a Luz do mundo, em Lucas, 4.16.

    Mas Jesus veio para nos libertar dessa religião das trevas, da escravidão, da maldição e da morte. Na sua primeira pregação ao mundo, no chamado Sermão do monte, Jesus já quebrou diversas tradições. Nessa primeira pregação já mandou seu recado ao mundo legitimando TODOS os Dez Mandamentos, o que inclui, também, como veremos, a santa observação do solene sábado do Senhor, mas Jesus QUEBROU o extremo rigor dos sábados ao mostrar que também aos sábados se pode realizar algumas coisas antes absolutamente proibidas, sendo a primeira delas a caridade. Antes de Jesus não se podia levar um doente ao médico, mas Jesus, mostrando que o amor tem de se sobrepor a qualquer lei, curava os doentes também nesse dia, e como isso Jesus aumentava, sobre si, os ódios dos sacerdotes do templo. Ver, no site http://www.segundoasescrituras.com.br
    o arquivo 137 “As sete verdades sobre o Sétimo Dia”, extremamente esclarecedor.

    Jesus iluminou o mundo em trevas!

    Quando estudamos profundamente o Primeiro Testamento, de Abraão a Malaquias, notamos inconfundíveis indícios de que a mensagem maior de todos os livros é exatamente esta:

    “Eis que vos envio meu Filho com uma boa notícia, Ele é o meu projeto maior para a vossa salvação. Escutai- o! Esta é a minha vontade!”.

    Podemos até indagar: Se Jesus a tantos converteu em apenas três anos, porque ele só saiu a campo para evangelizar aos trinta anos? Acaso foi por conta da maioridade israelita aos 30 anos? Se tivesse se lançado a campo, digamos, 10 anos antes, teria convertido pelo menos quatro vezes mais que nos três anos de evangelização. Também poderíamos indagar: Se Jesus tivesse começado bem mais cedo a pregação do Evangelho, e se o Pai tivesse concedido que Jesus vivesse, pelo menos até aos 80 anos, o Messias teria convertido muitas multidões a mais.

    Bem, a Sabedoria divina é imensamente superior à nossa. Por isso, não há como contestar os desígnios do Senhor. Mas podemos concluir três coisas:

    1) O início da vida pública de Jesus parece ter a ver, também, com a maioridade judia. Parece que naquela época pastoril a maioridade começava aos trinta anos.

    2) Se Jesus tivesse vivido 80 anos evangelizando, nada mais faria do que repetir e repetir tudo o que falou e fez, pois os três anos bastaram para que fizesse tudo e ensinasse tudo

    3) Mas o mais importante é que Jesus se tornou a semente divina na grande plantação da evangelização, evangelização essa que nunca cessou e jamais cessará, e que terá sua conclusão no Grande Dia da Volta de Jesus. Tudo o que vemos hoje em termos de cristianismo e que conhecemos no passado, desde os tempos da Igreja Primitiva, são frutos da semente que foi Jesus. Portanto, Jesus Cristo só precisou de três anos para converter o mundo, pois ele é a semente que está sempre a germinar.

    “Eu sou a videira e meu Pai é o agricultor”.

    “Eu sou a videira, vós os ramos. Se você permanecer em mim eu estarei consigo, darás muitos frutos, porque sem mim nada podereis fazer”. Jesus, no Evangelho de João, 15.1.a 5.

    O profeta Isaías já profetizava o Cristo, sete séculos antes de sua vinda, antevendo suas ações de resgate de uma multidão das trevas, por intermédio do sofrimento dele, que não haveria de cometer falta alguma:

    “Em verdade, ele tomou sobre si as nossas enfermidades,
    E carregou com nossos sofrimentos.
    E nós o reputávamos como um castigado,
    Ferido por Deus e humilhado.
    Mas foi castigado por nossos crimes,
    E esmagado por nossas iniqüidades.
    O castigo que nos salva pesou sobre ele.
    Fomos curados graças às suas chagas.
    Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas,
    Seguindo cada qual nosso caminho;
    O Senhor fez recair sobre ele,
    O castigo da falta de todos nós.
    Foi maltratado e não abriu a boca,
    Como um cordeiro foi conduzido ao matadouro,
    E como uma ovelha muda nas mãos do tosquiador.
    Por um julgamento iníquo foi arrebatado (preferiram a sua execução em lugar de Barrabás).
    Quem pensou em defender a sua causa (ninguém foi contra os poderes constituídos para defendê-lo),
    Foi suprimido da terra dos vivos,
    Morto pelo pecado de meu povo?
    Foi-lhe dada sepultura ao lado de facínoras,
    E ao morrer, achava-se entre malfeitores,
    Se bem que não houvesse cometido falta alguma,
    E em sua boca nunca houvesse mentira.
    Mas aprouve ao Senhor esmagá-lo pelo sofrimento;
    (…).
    E a vontade do Senhor, será por ele realizada…”.
    Profecias do Senhor Deus, em Isaías, 53.

    Numa forma popular de expressão, Jesus veio dar uma boa sacudida no mundo. Ele foi enviado à Terra para servir como elo entre o Criador numa nova chance á Humanidade e para destruir as obras de Satanás, como Está Escrito acima. Por isso, foi dotado de parte humana e parte divina e ainda colocado na Terra como o menor dos anjos de Deus:
    “Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos, De glória e de honra o coroaste, E o constituíste sobre as obras de tuas mãos”. Hebreus 2:7
    “…vemos, todavia, aquele que, por um pouco, tendo sido feito menor que os anjos, Jesus, por causa do sofrimento da morte, foi coroado de glória e honra, para que, pela graça de Deus, provasse a morte por todo homem”. Hebreus, 2.9.

    Por certo, hoje, Jesus é superior aos anjos e está à direita de Deus por ter cumprido sua Missão com altos méritos, mas ele foi feito menor que os anjos, temporariamente, no minúsculo tempo da vida se comparado com a Eternidade, para experimentar o sofrimento e para morrer no lugar do homem pecador. Jesus desceu e se tornou menor que os anjos para nos alcançar! E foi nesse tempo curtíssimo que Maria gerou a Jesus homem, não a Jesus Deus, mesmo porque ninguém jamais poderia ter tentado a Deus no deserto. Ninguém jamais poderia ter cuspido em Deus; ter chicoteado Deus; ter injuriado Deus; ter zombado de Deus; ter dilacerado a fronte de Deus com uma coroa de espinhos; ter desnudado Deus; ter crucificado Deus, nem ter sepultado Deus. Também Deus jamais poderia ter sido morto ou ressuscitado.

    A maioria dos pastores evangélicos não aceitam que Jesus na Terra foi colocado por Deus pai menor que os anjos, mas se Está Escrito é Verdade Incontestável, de outra forma, o Espírito de Deus teria errado quando fez o apóstolo Paulo escrever, e apontar erros do Espírito Santo de Deus é altissimamente temerário. Então, Jesus foi colocado na Terra menos que os anjos e ponto final.

    Assim como todos herdamos o pecado de Adão e Eva, herdamos, também, todas as características espirituais de Jesus e, como são, necessariamente, espirituais, é absolutamente necessário crer nesse privilégio. Crer sem ver, para merecer a sua herança!

    Cristo veio para nos mostrar, claramente, como devemos percorrer o caminho que conduz frente à Glória de Deus. Ao trilhar ele mesmo esse caminho, do modo como viveu e da forma como morreu, Cristo foi muitíssimo mais que um grande herói.

    Tentemos entender o que Jesus, homem também nascido de mulher, passou na noite que antecedeu o seu sacrifício. Antes, Jesus já havia profetizado as coisas terríveis que estavam para acontecer com ele:

    “Tendo Jesus falado essas coisas, levantou os olhos ao Céu e clamou: Pai, é chegada a hora. Glorifica a teu Filho para que o Filho glorifique a ti, assim como conferiste ao Filho toda a autoridade sobre toda a carne, afim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste”. João, 17.1.

    Um pouco antes, Jesus tinha consolado seus amigos e a nós todos cristãos por herança natural, que se tornou a Grande Promessa de Jesus Cristo:

    “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, credes, também, em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu não lhes teria dito. Pois vou preparar-vos um lugar. E quando eu for e vos preparar um lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde estou, estejais vós, também”. Jesus, no Evangelho de João 14:1.a 3, que por sinal nos revela que somente no Grade Dia de Sua Volta nos conduzirá ao Reino de Deus, e até lá estaremos descansando, dormindo, segundo I Tessalonicesses 4:13 e I Coríntios 15:51. Detalhes mais que explicativos estão no site http://www.segundoasescrituras.com.br, arquivo 113.

    Ao final de sua cansativa jornada diária  na qual, andando, realizava as suas prodigiosas obras em meio ao povo , repousando na tranqüilidade do Jardim das Oliveiras, induzido pelo silêncio reinante, passou a meditar sobre o que sempre o atormentara por toda a sua vida enquanto na Terra. Passou a meditar sobre o momento da entrega de seu corpo ao terrível suplicio para que se cumprissem as predições dos grandes profetas e as dele próprio, pois ele realmente falava por Deus.

    É fácil presumir-se que, naquele dia, também nos anteriores, procurara não pensar no que viria, mas ali, naquele momento, só  pois seus amigos dormiam , não havia como desviar os seus pensamentos do horror, bem próximo de acontecer e, por isso, foi tomado por sobressaltos, porque, por sua alta santidade, de algum modo, como num filme, passou a ver cada detalhe do atroz suplício que o dia seguinte o atormentaria de forma terrível.

    Contrastando com o ambiente calmo e silencioso da noite, o Mestre vivia um pesadelo atroz. Confirmando Isaías, viu o seu corpo comum, qual um bode expiatório, receber o violentíssimo impacto do peso de todos os pecados do mundo, para que, por aquele iminente sacrifício ao qual estava destinado, abrisse os portais do céu a todos os que cressem nele, o Verbo de Deus. Por perceber que chegara a sua hora e por saber exatamente o que teria de passar, o seu suplício maior havia começado naquele momento que deveria ser de descanso merecido, e se estenderia até as últimas horas da tarde do dia seguinte!

    “O Senhor fez cair sobre ele o castigo das faltas de todos nós…”.

    Conforme Marcos, tomado de extrema angústia, sentiu que no mínimo necessitava de apoio, de companhia, de solidariedade, porque, talvez, o calor humano da presença de seus amigos das peregrinações diárias pudesse diminuir o temor com que fora tomado. Assim, naturalmente, rogou a eles para que permanecessem acordados, para que ficassem junto dele naquela noite.

    “A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai comigo” • Natural angústia de Jesus, em Marcos, 14.34.

    Todavia, o sono das longas caminhadas havia vencido a lealdade de seus amigos que, afinal, sonolentos, não entenderam que naquele pedido do seu amado Mestre havia um clamor desesperado. Jesus sabia a que veio, entretanto, chegada a hora da resolução final, da dolorosa entrega a que estava predestinado, invadiu-o o natural desespero dos condenados ao suplício, bem como, também, porque, sabia que os traidores que haviam tramado a sua morte nos bastidores do templo, judeus como ele, estavam próximos de acusá-lo injustamente num julgamento iníquo, de cartas marcadas, como havia profetizado Isaías (Isaías, 53).

    Jesus sabia que a morte na cruz, por ser lenta e dolorosa, além da desonra, era a pena mais terrível que podia ser aplicada, publicamente, a um homem. Jesus sabia que seu sofrimento seria agravado pelas mãos de seus torturadores, antes ainda do suplício final. E assim, conforme Marcos, o homem Jesus levantou-se, deu alguns passos e, hesitante, irresoluto, cambaleante, prostrou-se ao chão, na ilusão de que o terror que se lhe apresentava não passava de um insensato pesadelo e logo acordaria:

    “Adiantou-se alguns passos, prostrou-se ao chão com a face sobre a terra e orava para que, se fosse possível, passasse aquela hora”. Pesadelo do homem Jesus, em Marcos, 14.35.

    O Mestre sabia que não estava necessariamente obrigado pelo Pai a entregar-se ao insólito martírio, no entanto, ciente de sua imensa responsabilidade para legitimar os oráculos do Criador aos profetas, por amor àqueles a que veio, a qualquer custo teria de completar a sua Grande Missão, agora na sua parte mais importante, a final, a decisiva, se bem que, também, a mais terrível. Afinal, foi para isso que havia ingressado em Jerusalém com a clara intenção de se entregar aos poderes mundanos. Contudo, com o natural medo do imenso peso das iniqüidades do mundo que em breve se transformariam em brutal tormento pelas mãos maldosas dos seus torturadores, agravado pela certeza de que naquele momento crucial nem com o apoio dos seus amigos poderia contar, com voz vacilante, carregada de emoção, como que a pedir socorro, clamou ao Pai, talvez até tentando se enganar:

    “Aba!” “Ó Pai!”, suplicava-lhe ele. “Tudo te é possível; afasta de mim este cálice!”.

    Porém, altruísta ao extremo, na sua inefável nobreza, coragem, fidelidade, determinação e graças à sua espiritualidade superior, adquiridas numa vida absolutamente exemplar, na sua alta santidade provinda do Espírito Santo de Deus, completou:
    “Contudo, Pai, não se faça o que eu quero, mas, sim, o que tu queres”.

    E, conforme a verdade em Lucas, o Pai compadecido da dor e do desespero do Filho  pois a espera da tortura também é um suplício , enviou um anjo do céu para confortá-lo!

    “Ele entrou em agonia, e orava com mais insistência, e seu suor tornou-se como gotas de sangue a escorrer pela terra”. Desespero do homem Jesus, em Lucas 22:44.

    Jesus fora um consolador sob todos os aspectos possíveis, mas no momento em que muito necessitou ser consolado, nem com seus amigos mais chegados pôde contar. Ele veio à Terra pelo homem. Muito amou, consolou e curou, mas foi preciso vir um anjo do céu para confortá-lo, pois bem sabia os horrores que o esperavam. Até no iminente julgamento que se daria no dia seguinte, nenhum ser da Terra se apresentaria para testemunhar a favor dele, nem mesmo aqueles a quem havia curado de graves enfermidades e nem mesmo aqueles aos quais havia ressuscitado. Até mesmo Pedro, seu grande amigo  que antes afirmou categoricamente que morreria por ele , por medo de ser preso se negaria a testemunhar a favor dele. No Gólgota, só um dos seus doze apóstolos teve a ousadia de estar com ele na hora do suplício final e, por curiosidade, apenas ele não foi supliciado e ainda viveu o suficiente para escrever o Apocalipse, um dos livros mais importantes da Bíblia.

    Mas, naquele momento, no Jardim das Oliveiras, a despeito de tudo isso, por seu grande heroísmo, mesmo estando a agitar-se naquele corpo tomado pelo pânico, mesmo estando a viver aquele amargo pesadelo à espera do insólito, mesmo tendo sido tomado por um terror e tensão tão intensos, a ponto de sentir as suas entranhas contorcerem-se como a dar apertado um nó, da sua boca amarga sumir a saliva, as suas pernas fraquejarem por causa das vertigens causadas por intensos calafrios que pareciam originar-se do âmago dos seus ossos, que faziam a sua fronte e as suas roupas molharem de frio suor, não fugiu do suplício iminente. Ao contrário, ofereceu-se por inteiro àquele sacrifício brutal, demonstrando coragem maior que a dos grandes mártires da Terra!

    Muitos homens e mulheres, muitos deles inocentes, foram barbaramente supliciados, alguns até de forma inconcebível, todavia, só aconteceu, porque antes foram imobilizados de alguma forma para que não fugissem, mas diferentemente aconteceu com Jesus: ele conhecia cada detalhe do horror que viveria, mas por amor aos seus amigos presentes e futuros, voluntariamente, se bem que absolutamente inocente, aceitou passar por aquelas longas horas de agonia e de alto vexame, pois até despiram-no. Então, obediente ao Pai, com extremo mérito, com incrível energia e com fibra insuperável, aceitou o beijo da identificação, presente de amigo da onça de seu ex-discípulo e mansamente caminhou na direção dos carrascos, disposto a consumar a sua Grande Missão. Os pés que o levaram a tantos povoados; as mãos que tanto abençoaram, que a tantos curaram, afagaram e até ressuscitaram, no dia seguinte seriam dilacerados por causa da inveja e do ódio dos homens.

    “E como um cordeiro foi conduzido ao matadouro… Ele não abriu a boca…”.

    Como não poderia deixar de ser, para legitimar, ainda mais, o sacrifício do Cordeiro e para demonstrar, também, a suprema importância do grandioso i inefável gesto do Filho, no momento de sua morte, o Pai manifestou-se de forma também fenomenal, estrondosa e surpreendente, pois interferiu ruidosamente com a natureza toda, como se ela protestasse pelo sofrimento que o Filho teve de passar, ao contrário da ressurreição de Jesus, pois essa manifestação se resumiu num tremor de terra.

    “E eis que o véu do templo se rasgou, de alto a baixo, a Terra tremeu, fenderam-se as rochas. Os sepulcros se abriram e os corpos de muitos justos ressuscitaram…” Revelações do Espírito Santo de Deus, em Mateus, 27.51.

    Se examinarmos, minuciosamente, os livros do Primeiro Testamento, veremos que, desde Gênesis até Malaquias, todos contêm profecias, preceitos ou estreitas correlações afins que, juntos, se encaminham para um sublime evento que ocorreria em Jerusalém: a derradeira intervenção do Senhor sobre a Terra, na pessoa do Cordeiro de Deus, que viria abrir os portais do céu a todas as criaturas humanas. Em Êxodo, 12.5, verificaremos que: da mesma forma pela qual o Senhor não permitiu que o seu anjo da justiça exterminasse os primogênitos hebreus no Egito  porque haviam, antes, derramado sangue de cordeiro sem defeito no umbral da porta de suas casas , também pelo derramamento do sangue do Cordeiro de Deus, imaculado, livrou e livrará da morte definitiva a todos aqueles que derem o devido valor ao Grande Sacrifício.

    Reconhecer o Grande Sacrifício de Jesus não é relegar-se, apenas, a acreditar nisso, sobretudo, significa viver, coerentemente, os seus preceitos a qualquer custo, pois quaisquer que sejam os esforços despendidos para isso ainda serão muito pequenos tendo em vista a grande promessa do reino dos céus!

    É exatamente por isso que o Pai não usará de piedade para com aqueles que, conscientemente, renegarem o Filho, o Grande Justo, que também por eles viveu uma via-crúcis por toda a sua vida. Jesus venceu todos os apetites e os apelos da carne  pois seu corpo era verdadeiramente humano e, por isso, sujeito às fraquezas, como nós  e, assim, viveu uma existência absolutamente imaculada.

    Jesus viveu uma vida de abstinência dos prazeres do mundo e, em perfeita sintonia com o projeto de Deus Pai, demonstrando extremado grau de amor à humanidade, ofereceu-se completa e gratuitamente aos horrores do martírio. Por isso, no derradeiro dia para a Terra, voltará em inenarrável magnificência para premiar os que souberam e os que souberem dar o merecido valor ao seu Grande Sacrifício e, por outro lado, virá para exercer a cobrança final para com os ímpios. O Apocalipse nos revela que essa cobrança será terrificante.

    Deixando bem claro, conforme o Evangelho, Jesus voltará, em pessoa, como mensageiro da glória eterna, para premiar, regiamente, aqueles que atenderam ao seu chamado do amor, como está absolutamente claro e repetitivo em Mateus 25.31 a 44. Mas, conforme está manifesto, infelizmente, virá, também, para os ímpios e os descrentes, entretanto, para realizar a Grande Justiça de Deus.

    Estudando-se, criteriosamente, o que Jesus quis nos repassar pelo Evangelho, notamos que não se cansou de deixar bem entendido que o lugar prometido a nós, no céu, é tudo o que importa, pois se trata da Vitória Final e Definitiva. E por essa faustosa promessa de Deus aos justos, para merecer esse prêmio de descomunal importância  pois nada há além disso  é necessário que o homem e a mulher façam por merecê-lo, tendo como exemplo de conduta a própria vida de Jesus. Por isso, está perfeitamente claro, na Mensagem e nos exemplos vividos pelo Filho, que a felicidade eterna só será concedida àqueles que, nesse curto tempo de existência, espelharem nele os seus procedimentos de todas as horas, a partir do momento da real conversão ao cristianismo.

    O Messias não reclamou de dissabores, de situações incômodas ou de outros problemas pessoais. Vindo em época de total dominação Romana na Judéia, Jesus não preferiu uma só palavra contra o Império Romano de César Augusto, ou Pôncio Pilatos. Para deixar bem definida a imensa importância desses preceitos que formam uma regra imutável, Cristo deixou um frutuoso exemplo ao viver a sua cruz por toda a vida e conclamou os cristãos a o seguirem na busca da Eternidade de Luzes. Viveu a cruz da pobreza, da perseguição, do desconforto, do cansaço das jornadas diárias, do jejum, da abstinência, da humildade, da passividade, da tolerância, da caridade, da submissão, das chacotas, da servidão, da traição, até do amor corporal de uma mulher, do abandono por todos na hora crítica e das dores que aceitou passar pela obediência irrestrita ao Pai e pelo seu amor à Humanidade. Para entender bem o sentido pleno da humildade, ler no site http://www.segundoasescrituras.com.br o arquivo 14: “O grande valor da humildade”.

    A despeito de ser jovem, quando acontece a explosão sexual, o chamado à fêmea, castrou-se mentalmente, pois além de renegar outros prazeres da carne, renegou até os sexuais e, fiel ao celibato auto-imposto, permaneceu imaculado. Com esses dificultosos exemplos, quis deixar cristalino que aquele que se esforçar, permanentemente, por viver sua particular cruz apenas nesse ínfimo tempo matéria, lapso fugaz, receberá os louros da glória de residir eternamente com ele, num reino de felicidade completa, no Reino das Luzes de Deus. Para deixar, bem claro a extrema importância de viver-se essa cruz, Cristo viveu-a até o seu último instante e, conforme os mistérios do Pai, de forma bastante dolorosa!

    “Nenhum atleta será coroado se não tiver lutado segundo as regras”. Condições do Espírito Santo de Deus, em I Timóteo 2:5. O atleta poderá derrapar, cair, mas se não se levantar depressa e tomar mais cuidado, não vencerá!

    A maior das diferenças do cristianismo com as religiões pagãs que se reportavam aos ídolos é que os sacerdotes pagãos promoviam sacrifícios humanos para honrar os seus deuses particulares, passando a fogo os filhos do povo, ou seja, queimavam e executavam seus próprios membros, mormente os mais jovens e as virgens, escolhidos em sacrifícios àqueles deuses e, por isso mesmo, essas seitas pagãs sucumbiram junto com sua civilização. Assim ocorreu com o império Asteca e com o Inca, esse último com mais de 12 milhões de pessoas, que também ofereciam sacrifícios humanos em um templo construído no alto de uma pirâmide. Mas o Senhor Deus, o Criador e o Regente de todo o Universo, por seus insondáveis mistérios, deu em oblação o seu próprio filho para abrir-nos os portais do céu! Por tudo isso, depois de 2.000 e poucos anos, é fácil concluir que a religião de Cristo, apesar de todos os entraves próprios do Grande Adversário, além de não sucumbir, está sempre a crescer. Quanto mais aumenta o sofrimento na Terra em decorrência do aumento da impiedade e da omissão humana, mais o cristianismo se propaga junto à pobreza.

    “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e carregou os nossos sofrimentos…”.

    “Os de Sefarvaim queimavam os seus filhos em honra de Adramelec e de Anamelec, seus deuses”. Revelações do Senhor, II Reis, 17.31.

    Outro dia, ao ler um livro escrito por um autor positivista, deparei-me com a afirmação de falsa humildade, pois induzia que Deus é extremamente grandioso para que nós, ínfimos e frágeis mortais, possamos chegar a ofendê-lo. Retóricas a essa afirmação preencheriam vários livros, mas, em poucas palavras, tenho a dizer que Deus é, realmente, grandioso, muito além da imaginação, contudo, se vive num céu esplendoroso ao extremo, não vive alheio aos nossos atos, pois ele, sendo pura verdade, preocupa-se com cada um em particular e, de alguma forma, apesar de seu aparente silêncio, está onipresente e ativo em todos os lugares. Criou o homem com autonomia de procedimentos, instituiu uma Lei para equilibrar esses valores, para deixar claramente definida a diferença entre o bem e o mal, entre o errado e o certo. Por amor à sua criação, por amor a cada um, em particular, desligou-se do esplendor celeste, vestiu as roupas de homem pobre, andou entre nós, relacionando-se, particularmente, com aqueles que vieram a cruzar-se com ele e, para dar oportunidade a todos, legou esse privilégio aos que viriam a procurá-lo, depois, através dos séculos. Investido na condição de homem, aproveitou todo o tempo que tinha para deixar bem definido o caminho para um reino de felicidade perene.

    Para legitimar, ainda mais, o seu imenso amor àqueles a que veio, Jesus viveu uma vida humana absolutamente condizente com a sua mensagem e, para legitimar, completamente, esse intenso amor, ainda ofereceu o seu sangue para lavar os pecados dos homens arrependidos, abrindo os portais do céu a todos os que atenderam e que atenderem ao seu chamado. Se nós sabemos que isso é mistério, sobretudo, sabemos que é verdade real. Mas, com tudo isso, se alguém, conscientemente, preferir dar mais importância às conveniências da Terra que ao Grande Sacrifício do Cordeiro, essa insensatez constituirá um ato de gravíssima ofensa ao Criador, e terá de amargar, também, pesadíssimas conseqüências!

    Esse autor, como muitos da nova era, fazem o papel da serpente do Gênesis, quando, sutilmente, induziu a Eva a crer que “não havia mal algum em comer da fruta proibida”. Isso é besteira  quer dizer esse autor —. Você não conseguirá ofender a Deus.
    “A fumaça dos seus tormentos se levantará pelos séculos dos séculos, sem que tenham descanso algum, nem de dia nem de noite…”.
    Mortal advertência do Senhor no Apocalipse, 14.11.

    Ainda no Apocalipse. 3.20, o Senhor se revela preocupado e disponível a cada um de nós em particular, ínfimos e frágeis mortais:

    “Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei e cearemos juntos, e ele estará comigo, e eu com ele!”.

    Durante muitos séculos, houve divergências do homem natural a respeito de Jesus. Cristo foi apenas um sonhador, um pacifista ou um revolucionário? Jesus foi Deus que veio à Terra como homem para tornar-se verdadeiro exemplo de como o homem deveria portar-se para merecer o seu reino? Jesus Cristo foi um homem dotado de tal perfeição que foi por Deus elevado a uma divindade submissa ao Criador? O rabino nazareno foi ao mesmo tempo Deus e homem? Mas estudando-se, com discernimento, as Escrituras, torna-se fácil perceber que Cristo, o Filho, real Espírito Divino, sempre existiu e que veio à Terra num plano de Deus para anular as ações de Satanás e abrir os portais do céu ao homem, na Ressurreição final. Jesus veio tirar o homem das trevas, como rezam as Escrituras. Por seus preceitos novos, Cristo provocou radicais mudanças na civilização.

    O Messias cumpriu com plenos méritos a sua sacratíssima missão, pois fez tudo o que pode para mostrar aos homens que o mundo com seus impérios, riquezas, prazeres e glórias, efetivadas ou desejadas, é absolutamente irrelevante perante as coisas do céu. Por isso, veio na humildade, viveu a humildade, pregou a humildade e o amor até aos inimigos, passou por muitos lugares sujos, mas sem corromper-se.

    Cristo viveu uma vida absolutamente sem pecados e, para fechar com chave de ouro os seus méritos, deu a sua vida por amor aos seus amigos. Como escreveu o ex-frei Leonardo Boff, aí está a prova que ele era realmente Deus: nenhum humano conseguiria ser tão humano, pois encarnado num corpo de homem verdadeiramente normal, chegou ao grau da absoluta perfeição!

    Na Carta aos Filipenses, 2.11, o Espírito Santo de Deus nos descreve as duas personalidades de Jesus Cristo: o Jesus homem normal e o Jesus também Deus, num dos mais belos textos bíblicos:

    “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de servo assemelhando-se aos homens. E sendo exteriormente reconhecido como homem, humilhou-se ainda mais, tornando-se obediente até a morte na cruz. Por isso, Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o nome que está acima de todos os nomes, para que ao nome de Jesus se dobrem todos os joelhos no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que JESUS CRISTO É O SENHOR!”.

    Nas sinagogas, os judeus glorificavam a Deus com ênfase, contudo, fora do templo não legitimavam as glorificações a ele, pois não transformavam em exemplos os discursos do templo. Se eles obedeciam, rigidamente, a guarda do sábado e a outros preceitos mais fáceis de serem exercitados, por outro lado, em decorrência de sua religião de fachada, discriminavam, odiavam e matavam. Jesus veio, também, para mudar isso. Muitos creram nele porque além da reforma de procedimentos, vivia, de forma coerente, os preceitos que propagava, além do que, convencia as multidões pela efetiva e incontestável realização de incríveis prodígios, pois até mortos ressuscitava. Tais atos que causavam grande impacto e espanto resultavam em profusão de conversões para a Igreja Nova que ele veio fundar! Ele amou o próximo como ninguém: tolerou, realizou obras de caridade, bem como perdoou como jamais alguém o fez, pois até àqueles que o haviam odiado mortalmente também perdoou e, mesmo durante a sua crucificação, mesmo em extrema dor, com nobreza singular a toda prova, intercedeu:

    “Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem”.

    Como semita que era, antes de instituir a Lei Nova, Cristo sujeitou-se à Lei Antiga. Foi circuncidado no templo, no oitavo dia, segundo o rito israelita. Freqüentou o templo onde se liam as Escrituras e se assistiam aos sacrifícios. Com alta coerência, procurou respeitar o sábado e observou todas as comemorações advindas da Torá, assim como a Festa dos Tabernáculos. Comeu do cordeiro pascal, sem mancha, e pães ázimos junto com seus discípulos. Escolheu, para seus discípulos, 12 homens judeus honrando assim as 12 tribos de Israel. Na instituição da Nova Mensagem não se indispôs com Caifás, sumo pontífice religioso, o príncipe dos sacerdotes, por tê-lo renegado como o Messias. Não se indispôs contra a autoridade civil de Pôncio Pilatos, nem contra o regime de terror do imperador romano Tibério Júlio César Augusto, ambos chefes dos intrusos romanos que dominavam a Palestina, havia quase um século. Enfrentou os poderosos da Terra apenas com a palavra. Não se envolveu com política, tampouco procurou alianças com os que comandavam. Contudo, dando exemplo de civilidade, pagou a sua cota do imposto público. Não se aproveitou da sua inegável liderança para incitar os pobres contra os ricos. Não se rebelou contra o regime escravagista nem com outras distorções que produzem injustiças, próprias da força física.

    Cristo, cheio de compaixão, muito chorou quando cruzou com as misérias humanas, mas não incitou movimentos rebeldes e nem se revoltou contra o impiedoso tratamento que a sociedade impingia aos leprosos, mas consolou e curou aqueles que o procuraram. Não se preocupou em construir templos suntuosos e neles realizar rituais, vestido de paramentos bordados, ao contrário, instituiu a religião da simplicidade, a religião do amor, a verdadeira religião que deve ser vivida mais nas ruas que nos templos. Renegou a utilização da força pelo poder que detinha e, assim, até advertiu o seu discípulo que, pela força física, interferiu no momento de sua prisão:

    “Embainha a tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada, morrerão. Credes tu que não posso invocar meu Pai e ele não me enviaria imediatamente mais de doze legiões de anjos?”. Revelações de Jesus, em Mateus, 26.52.

    E quanto ao poder do Senhor Deus, manifestado por seus anjos, as Escrituras nos revelam, no II livro de Reis 19.35:

    “Ora, nessa mesma noite o anjo do Senhor apareceu no campo dos assírios e feriu (matou) cento e oitenta e cinco mil homens (temidos guerreiros assírios, extremamente cruéis e impiedosos, que sitiavam Jerusalém durante o reinado do rei Ezequias)”. Prodígios do Senhor Deus, em II Reis, 19.35.

    E, conforme a palavra, no Apocalipse, esses mesmos anjos, espíritos superiores, estarão presentes na triunfal volta de Jesus à Terra.

    Cristo veio à Terra e tornou-se vencedor sem a utilização da força, contudo, por interesses diversos, muitos não o quiseram compreender, aos quais ele repetiu Isaías:

    “Ouvireis com vossos ouvidos e não entendereis. Olhareis com vossos olhos e não vereis, porque o coração deste povo se endureceu. Taparam os seus ouvidos e fecharam os seus olhos para que não vejam, e seus ouvidos não ouçam, nem seu coração compreenda; para que não se convertam e eu os sare”. Advertência de Jesus, em Mateus, l3.l4.

    Em três anos e meio de ministério, Cristo revolucionou os costumes e as religiões da Terra. Antes de Jesus, os israelitas acreditavam que por descenderem de Abraão de Isaac e de Jacó, os protegidos de Deus, eles formavam o único povo abençoado e, por conseqüência, tornar-se-ia a única raça que alcançaria a salvação eterna. Por diversas vezes, o Senhor já havia dado mostras da preferência por esse povo, pelo fato de ser o único que acreditava nele, e o cultuava como o único Deus invisível, Todo-Poderoso, o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Os outros povos, politeístas, não acreditavam num Deus que não podiam ver, apalpar, e adoravam quaisquer deuses que lhes fossem impostos pela tradição ou pelos governantes e, por conta disso, não participavam das graças advindas do Deus verdadeiro: o Deus de Israel.

    Shemá Israel, Adonai Eloheinu Adonai Echad!
    Ouve ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um!

    Desse modo, os hebreus tornaram-se uma raça pura, fechada, e qualquer um que não pertencesse a qualquer uma das suas tribos era considerado por eles um cão estrangeiro, um pagão sem salvação. Enquanto não se dispersaram, de forma alguma misturaram a raça pelo casamento. Os estrangeiros politeístas eram vistos como inimigos.

    Enquanto esteve com o Senhor Deus, Salomão foi o maior monarca da Terra, tanto em tesouros materiais quanto em sabedoria. Reinou durante muitas décadas com êxito, pois fazia da justiça a sua maior virtude de governante e, assim, era abençoado pelo Senhor. No entanto, pelos tentadores privilégios do poder, esqueceu-se de que nem mesmo ele, o poderoso filho de Davi, conseguiria governar com sucesso sem a proteção do Deus de seus pais. Desse modo, enfastiado de tantos prazeres corporais, pois contava com setecentas esposas e ainda com muitas concubinas em seu harém, buscou novas opções, novas sensações sexuais e acabou por aceitar os favores de belas mulheres pagãs, estrangeiras, exóticas que o rodeavam e, por elas, acabou ofendendo ao Senhor ao prestar culto aos deuses delas. Ao deixar-se levar pelo ardor das paixões novas, preferindo-as, Salomão não levou em conta os preceitos do Senhor:

    “Não tereis relações com elas (mulheres pagãs) nem tampouco elas convosco, porque certamente vos seduziriam os corações, arrastando-os para outros deuses”. Advertência do Senhor Deus, em I Reis, 11.2.

    E, assim, como o Altíssimo havia previsto, Salomão foi induzido a prestar culto a deuses pagãos. Salomão havia se descuidado da necessária vigília nas suas frutuosas relações com o Criador e, por isso, acabou por enfraquecer-se espiritualmente, ficando vulnerável às agressões satânicas. O Senhor Deus irritou-se com Salomão, como havia se irritado com Adão e com Davi, pois havia concedido, gratuitamente a eles uma vida farta por conta da bondade divina, portanto, sem problemas de qualquer espécie e mesmo assim o desrespeitaram. Por isso, o Senhor promulgou:

    “Não guardaste a minha aliança, e por isto vou tirar o teu reinado e dá-lo a teu servo”. (um inacreditável acontecimento na época, pois seu servo Jeroboão herdaria o trono real em detrimento da natural hereditariedade). Sentença do Senhor Deus, em I Reis, 11.11.

    Desse modo, se de um lado existiam os israelitas considerados o povo escolhido de Deus, do outro lado, estavam todos os demais habitantes da Terra denominados pagãos, porém, agora, pela Nova Aliança de Deus, trazida por Jesus Cristo, o Verbo, isto foi solidamente modificado em favor de todos os pagãos, de todos os homens.

    Jesus disse que não havia vindo para revogar as dez Leis mas, sim, para abolir as leis que escravizavam o homem. Ele veio para abolir a lei do apedrejamento, do chicote, da fratura por fratura e olho por olho, dos sacrifícios de animais e aspersão de sangue nos presentes no templo (Hebreus, cap. 9), da vingança, do exagero na santificação dos sábados e da hipocrisia sacerdotal, portanto, por todo o Evangelho deixou fundamentada repetidamente a Nova Lei, a definitiva Lei, de fatal importância, que valerá até o final dos tempos. E, assim, Jesus, o Verbo de Deus, afirmou, revelando que não veio para modificar nenhum dos Dez Mandamentos, mas sim para vivê-los e perpetuá-los.

    “Não julgueis que vim abolir a Lei ou os profetas. Não vim para os destruir, mas sim para os fazer cumprir. Porque em verdade vos digo: Passarão os céus e a terra antes que passe da Lei um só jota sem que tudo seja cumprido”. Determinações do Senhor Jesus, em Mateus 5.17 e seguintes, legitimando todos os Dez mandamentos de Deuteronômio 5 e em Êxodo, 20.

    Por tudo isso e também conforme os fundamentos espirituais colocados no livro do Apocalipse 22.18, entende-se, perfeitamente, que Jesus Cristo tornou-se a Definitiva Mensagem, a derradeira Mensagem do Criador à sua criação, até o dia final para a Terra. Entende-se, também, que, quaisquer fatos ou pseudo fatos que possam surgir, propagados na tentativa de atribuí-los a uma inócua e desnecessária tentativa de uma nova reafirmação da Mensagem de Deus aos homens, seja de que forma for, venha de onde vier, seja no Ocidente ou no Oriente, deve ser considerada obra do Grande Inimigo dos cristãos, na tentativa de confundir os incautos com o objetivo de propagar a idolatria. Os incautos são aqueles que não se guiam exclusivamente pelos preceitos bíblicos. O verdadeiro cristão não aceita, de forma alguma, outras “verdades” que não tenham explícita e cristalina fundamentação bíblica. Afinal, não foi suficiente o Grande Sacrifício do Cordeiro e a sua Mensagem completa? Porque, então, tendo Cristo, o Filho, sofrido tanto ao completar sua Obra Definitiva teria necessitado auxílio de outros tipos de ajuda de espíritos de homens ou de mulheres falecidos? Afinal, por Cristo, o Criador já não completou sua Obra? Afinal, não há uma só inserção no Evangelho que revele qualquer utilidade da invocação de espíritos de pessoas mortas, sejam os santificados pelo homem ou outros. Aliás, também não há uma só inserção no Evangelho que revele qualquer utilidade da oração pelos mortos.

    Jesus veio para conquistar corações. Conquistou o meu e de muitos! Conquistou também o seu?

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    Agradeço, de coração, a todos, e estou completamente aberto a qualquer tipo de correspondência, das quais declaro, solenemente, que responderei a todas.

    http://www.segundoasescrituras.com.br Na página 2 deste site, há 7 arquivos que se completam entre si:

    119 – O Tratado sobre as leis de Deus
    146 Colossenses 2:16 fácil de entender
    148 A maioria dos pastores evangélicos interpretam errado a Carta aos Gálatas
    150 Absolutamente nada funciona sem leis
    151 O fim da lei é Cristo, interpretado errado
    152 Segundo Jesus, as boas obras são parte imprescindível para a salvação
    153 Recado curto mostrando a verdade do sábado
    154 – As sete verdades sobre o sétimo dia

    Declaro que esse arquivo está licenciado automaticamente para publicações diversas, desde que todo o texto não seja alterado.
    Waldecy Antonio Simões walasi@uol.com.br ou netsimoes@hotmail.com
    Graça, paz, saúde e muita sabedoria a todos, extensivo a todos os familiares

  3. O HUMANO, LITERALMENTE, NÃO É NADA SEM DEUS. NÃO É TÃO DIFÍCIL, BASTA, BUSCÁ-LO ATRAVÉS DO SENHOR JESUS CRISTO. BEM AVENTURADOS TODOS AQUELES QUE CRER E BUSCAM POR ELE. PORQUE SE NÃO FOR ATRAVÉS DE JESUS CRISTO, SENHOR NOSSO, JAMAIS ALCANÇAREMOS À DEUS E FINALMENTE À VIDA ETERNA.

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