A jornada de um ancião que nos afeta hoje em dia…

Embora Israel seja um país pequeno, ele esta sempre nas noticias. Essas noticias continuam a apresentar e relatar sobre os judeus que se mudam para Israel, sobre sua tecnologia inventada e também sobre conflitos, guerras e tensões em torno das pessoas. E o por que? Se olharmos a um tempo atrás para a história de Israel no livro de Gênesis, na bíblia, que revela que há 4000 anos atrás um homem adentrou em uma jornada nesta mesma parte do mundo,[Israel], que agora é muito bem conhecida. Na Bíblia dizia que a história deste homem afetaria o nosso futuro.

Este ancião é Abraão, (também conhecido como Abrão). Podemos considerar seriamente esta história, porque os lugares e cidades que ele visitou são citadas em outras antigas escrituras.

Promessa para Abraão…

Deus fez uma promessa para Abraão

“Farei de você um grande povo, e o abençoarei;

Tornarei famoso seu nome, e você será abençoado;

Abençoarei os que o abençoarem e amaldiçoarei os que os amaldiçoarem;

E por meio de você todos os povos da terra serão abençoados’’.

O nome de Abraão tornou-se famoso  (Gênesis 12 2-3)

A maioria de nós quer saber se existe um Deus e se ele realmente é o Deus da bíblia. Na bíblia Deus diz,‘’Tornarei famoso teu nome’’. E hoje o nome de Abraão e conhecido no mundo todo. A promessa tornou-se realidade, e na copia mais antiga de Gênesis encontrada nos manuscritos do mar morto e datada 200-100 A.C o que significa que a promessa tem sido escrita desde então. Naquele tempo o nome de abrão não era bem conhecido por isso a promessa tornou- se realidade somente depois que ele foi escrito.

… Por meio desta grande nação

Surpreendentemente Abrão realmente não tinha feito nada importante na vida dele, ele não foi um grande escritor,rei, inventor ou líder militar. Ele não fez nada exceto acampar, onde lhe foi dito para ir e foi como um pai para algumas crianças. Seu nome ficou famoso porque essas crianças tornaram-se nações que mantiveram o registro de sua vida e depois os individuos e as nações que vieram com ele tornou-se grande. Isto é exatamente como foi prometido em Gênesis 12 (Farei de você um grande povo… tornarei famoso o seu nome). Ninguém em toda história é tão conhecido só por causa de seus descendentes ao invés de grandes realizaçõess em sua própria vida.

… Através da vontade do criador

Os Judeus qual descendem de Abraão nunca foram realmente umas das nações que viríamos com grandeza, pois eles não conquistaram um grande império como fizeram os romanos ou construirão um grande monumento como fizeram os Egipcios ao contruirem suas pirâmides. Sua fama veio a partir da lei e do livro que eles escreveram a partir de alguns individuos notáveis que era Judeus e sobreviveram como um grupo de pessoas um tanto diferente para a época. Não se tornaram grande por causa de qualquer coisa que fizeram, mais o que foi feito para e por meio deles. A promessa diz repetidamente que “Eu vou” Sua única grandeza aconteceu por que Deus fez isso acontecer ao invés de alguma conquista ou poder próprio.

A promessa de abraão veio ser verdade por que ele confiou na promessa e escolheu viver diferentemente dos outros. Pense em como era provável esta promessa falhar mas em vez disso ela se tornou realidade e continua revelando como foi declarado a mil anos atrás. Mais o ponto forte é que esta promessa só se tornou realidade pelo poder e autoridade do nosso Criador.

A jornada que ainda estremece o mundo

Abraham trek
Esse mapa mostra a jornada de abraão.

 

A biblía então diz, “ Então abrão partiu como o senhor lhe havia dito”, (V.4). Ele iniciou sua jornada, mostrada no mapa que ainda esta fazendo história.

Bençãos pra nós

Há algo mais prometido também. A bençãpo não era só para abrão, diz que; “Por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”(por meio de abrão), nós deveriamos prestar mais atenção por que eu e você somos parte de “todos os povos da terra”, sem importar nossa religião ou cor, conhecimento ou nacionalidade, estatus social ou a lingua que falamos, esta promessa é uma benção que inclui todos vivos hoje! Como? Quando? Que tipo de benção?Isto não esta claramente explicado aqui, mais uma vez que sabemos que as primeiras partes desta promessa se tornou realidade, nós podemos ter confiança de que esta última parte também tornará realidade!.

O Sinal da Páscoa

Nós já consideramos que quando Deus provou Abraão e lhe pediu para oferecer o seu filho Isaque, aludiu ao sacrifício de Jesus, apontando o lugar onde Jesus ia morrer. Agora, vamos localizar-nos em cerca de 500 anos depois de Abraão e cerca de 1500 anos antes de Cristo. Depois de Abraão morrer, os descendentes do seu filho Isaque, agora Israelitas, tinham começado a ser uma grande população. Também, eles tinham ficado escravizados no Egito. Isso aconteceu porque José, o bisneto de Abraão, foi vendido como escravo para o Egito e depois a família dele seguiu-o.

O Enredo do Êxodo

Assim, aproximamo-nos dum enredo interessantíssimo que foi recordado por Moisés no livro Êxodo (foi chamado assim porque conta a história como Moisés conduziu os Israelitas para fora do Egito). Moisés foi enviado por Deus para confrontar o Faraó do Egito e isso resultou numa luta entre as duas vontades a de Moisés e a do Faraó, tendo resultado em nove pragas contra o Faraó até aquele tempo. Porém o Faraó ainda não concordava em permitir que os Israelitas se fossem embora e por isso Deus ordenara a décima praga devastadora. Toda a história sobre a décima praga está aqui e seria bom lê-la porque vai ajudar a entender a explicação seguinte.

A décima praga que foi ordenada por Deus, foi que todos os primogênitos morreriam naquela noite excepto aqueles que ficassem em casas onde um cordeiro tivesse sido sacrificado e o seu sangue tivesse sido esfregado nas duas ombreiras e na verga da porta. A perca de Faraó, no caso de não obedecer, seria o seu filho e herdeiro que morreria. Também, cada casa no Egito perderia o primogênito caso os seus habitantes não sacrificassem um cordeiro aplicando o sangue do cordeiro a volta da porta. Portanto o povo do Egito estava a enfrentar uma crise nacional.

Contudo, nas casas onde um cordeiro tivesse sido sacrificado e o sangue dele tivesse sido aplicado nas ombreiras a promessa era que tudo ia correr bem. A morte ia passar por cima daquelas casas. Segundo a Sociedade Bíblica do Brasil, a palavra “Páscoa” (em Hebraico, pesah) é associada com o verbo pasah, que significa “saltar” ou “passar por cima”. Portanto, este dia foi chamado “Páscoa” ou “A Passagem”.

 O Sinal da Páscoa – para quem?

Muitas pessoas que conhecem esta narrativa julgam que o sangue a volta da porta era o sinal para o Anjo da Morte, mas é de notar este detalhe interessante.

 Disse o Senhor a Moisés… ‘Eu sou o SENHOR. O sangue [do cordeiro] vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós , e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito.’ (Êxodo 12:13)

Apesar do SENHOR procurar o sangue à volta da porta, e ao ver isso, passasse por cima, o sangue não era um sinal para Ele. Ele diz claramente que, ‘o sangue vos será por sinal’. O sangue era um sinal para o povo. Também é um sinal para todos nós que lemos esta narrativa. Como? Depois deste acontecimento o Senhor ordenou-lhes:

Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo. (Êxodo 12:14)

 O Notável Calendário da Páscoa

Nós vemos no princípio desta narrativa que este evento inaugurou o antigo calendário Judaico.

 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito: Este mês será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano. (Êxodo 12:1-2)

Assim os Israelitas foram mandados começar um calendário que ia celebrar a Páscoa no mesmo dia em cada ano. O calendário Judaico é diferente do calendário ocidental; a data da Páscoa muda cada ano no calendário ocidental.

preparing for passover
Esta é uma cena moderna em que pessoas Judaicas estão a preparar-se para celebrar a Páscoa em memória da primeira Páscoa há 3500 anos.

Ainda hoje, 3500 anos depois, o povo Judeu continua a celebrar esta festa santa todos os anos, no mesmo dia no seu calendário, em memória do evento do Egito e por causa do mandamento que lhes foi dado naquela época.

Seguindo esta festa através da história podemos ver alguma coisa extraordinária. Pode-se notar isso no Evangelho onde estão registados os detalhes sobre a detenção e o julgamento de Jesus:

 Depois, levaram Jesus… para o pretório [a casa de Pilatos o governo Romano]… Eles não entraram no pretório para não se contaminarem, mas poderem comer a Páscoa…. [Pilatos disse para os líderes Judeus:] É costume entre vós que eu vos solte alguém por ocasião da Páscoa; quereis, pois, que vos solte o rei dos judeus? …Então, gritaram todos, novamente: Não este… (João 18:28, 39-40)

A ligação entre a crucificação de Jesus e esta antiga festa Judaica está corroborada por escritos rabínicos no Talmude. Estes eram testemunhos hostis que não tinham motivos para concordar com os Evangelhos. No entanto, os escritos deles afirmam que:

 Jesus foi pendurado na véspera de Páscoa… (Sanhedrin 43a do Talmude Babilónico; citado em ‘Jesus and Christian Origins Outside the New Testament’. De FF Bruce. p56. 1974. pp215)

Portanto, Jesus foi preso e executado no dia da festa antiga dos Judeus a Páscoa. Mesmo na Páscoa, no dia quando os cordeiros são mortos em memória dos cordeiros que salvaram os primogénitos 1500 anos antes de Cristo! Então, lembra-se do Sinal do Sacrifício de Abraão, um dos títulos de Jesus era:

 No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1:29)

Aqui nós vimos o enredo deste sinal. Jesus, o ‘Cordeiro de Deus’, foi crucificado (sacrificado) no mesmo dia quando todos os Judeus que viviam naquela época estavam também a sacrificar um cordeiro em memória da primeira Páscoa (A Passagem) no Egito que tinha iniciado o seu calendário. Isso explica porque há dois feriados que acontecem juntos todos os anos, uma ligação que poucos de nós notamos e mesmo poucos de nós questionamos. A Páscoa Cristã, que marca a morte de Jesus, acontece em cada ano quando a Festa Judaica da Páscoa acontece. Verifique no seu calendário. (Ambos os eventos acontecem na mesma semana mas nem sempre no mesmo dia porque Sexta-feira Santa foi marcada na sexta-feira desta semana, enquanto a Festa Judaica da Páscoa é sempre no dia 14 de Nissan. Portanto as festas podem ser separadas por vários dias.) Por isso a Páscoa Cristã muda todos os anos, porque a Páscoa Cristã acontece na Festa Judaica da Páscoa e esta Festa é marcada com o calendário Judaico que calcula o ano duma maneira diferente do calendário Gregoriano.

 Sinais, sinais, há sinais por todo o lado

Voltemos para a primeira Festa da Páscoa (A Passagem) no dia de Moisés quando o sangue era um sinal não para Deus mas para o povo. Pense um bocadinho sobre o que os sinais em geral fazem olhando para os sinais abaixo.

What are signs
Os sinais dirigem as nossas mentes para uma coisa particular.

Quando nós vimos uma caveira e ossos cruzados pensamos sobre morte e perigo. O ‘M amarelo’ fazem-nos pensar sobre o McDonald’s. O sinal na fita do jogador de ténis Nadal é o sinal de Nike. A Nike queria fazer-nos pensar sobre a empresa e os seus produtos quando nós vimos o marca. Por outras palavras, os sinais são símbolos para indicar alguma coisa à nossa mente além do sinal.

Então, a narrativa em Êxodo diz explicitamente que o sinal era para o povo, não para Deus, mas o sinal foi estabelecido por Deus. Ele foi o autor do sinal. Como todos os sinais, este sinal deve fazer-nos lembrar sobre alguma coisa. Deus queria lembrar-nos do quê?   Como os cordeiros foram mortos no mesmo dia da morte de Jesus e um dos nomes de Jesus era ‘o Cordeiro de Deus’, o sinal da narrativa deve ter estado a indicar o sacrifício de Jesus no futuro. Este sinal funciona na nossa mente tal como é mostrado no gráfico abaixo em relação a mim.

thinking of the passover sign
A Festa Judaica da Páscoa (ou a Passagem) e um sinal porque aponta para Jesus por causa do ‘timing’ especial que aconteceu com a Festa Judaica da Páscoa e com o crucificação de Jesus.

O sinal estava lá para me indicar a morte de Jesus. Na primeira Páscoa Judaica os cordeiros foram sacrificados e o seu sangue foi esfregado nas portas para que as pessoas pudessem viver. Portanto, este Sinal indicando Jesus conta-me que Ele, o Cordeiro de Deus, foi também oferecido e o seu sangue foi também derramado para que eu possa encontrar a vida.

Nós vimos no Sinal de Abraão que o lugar onde o carneiro morreu em vez de Isaque era o Monte Moriá, o mesmo lugar onde Jesus foi sacrificado muito mais tarde. O sinal na narrativa sobre Abraão e Isaque indicava o lugar onde Jesus ia morrer. A Festa Judaica da Páscoa indicava a morte de Jesus, e designava no calendário o dia exato da morte de Jesus! Nas duas narrativas um cordeiro foi sacrificado, mostrando que não foi só uma coincidência usada para indicar a morte de Jesus. A localização e o ‘timing’ da morte de Jesus foram previstos por dois dos acontecimentos mais importantes no Antigo Testamento. Eu não consigo pensar numa outra pessoa em toda a história que tivesse uma morte tão prevista duma maneira tão dramática. E você?

Olhando para estas duas narrativas juntas, os dois sinais devem mostrar-nos que há motivos razoáveis para considerar Jesus como a principal pedra angular num plano Divino, revelado muitos anos antes de Cristo quando os escravos dando início ao seu novo calendário, esfregando o sangue dum cordeiro a volta das suas portas.

Então, porque é que Deus colocou estes sinais para antever e prever a crucificação de Jesus? Porque é que este evento é tão importante? Porque é que aconteceram todas estas eventos sangrentos? Qual é a relevância destas coisas para mim? Para buscar as respostas para estas perguntas precisamos de começar no princípio da Bíblia para entender o que acontecia desde o princípio do tempo. Começaremos esta viagem até ao princípio no nosso artigo seguinte.